22 de mai. de 2020

Thera Cosméticos Aegea - Avaliação Perfume Contratipo (Miss Dior Cherie 2005-2008)


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Tanto a escolha do perfume inspiração quanto o nome escolhido para ele são um caso interessante de estudo em Aegea, gerando ambos uma ambiguidade de interpretação. Aegea é outro dos momentos culturais da Thera e entender seu nome leva a duas possibilidades: uma homenagem ao mar de mesmo nome e inspirado na mitologia grega ou uma homenagem a uma personagem lendária de mesmo nome e que foi rainha de mulheres amazonas que cruzaram da Líbia até a Ásia menor para lutar em Tróia. O perfume que Aegea se inspira também é ambíguo principalmente pela quantidade de reformulações e concentrações lançadas ao longo de sua existência.

Miss Dior Cherie surgiu em 2005 como um flanker mais jovem do Miss Dior lançado em 1947. Em 2008 sofreu uma repaginação e reformulação, depois uma nova reformulação em 2011 e a partir de 2012 para tornar mais confuso a situação a marca o transformou em Miss Dior tem desde então feito alterações no design e na fórmulação numa média de 3 anos. Ou seja, o mesmo perfume de mesmo nome tem identidades diferentes e certamente fãs diferentes, o que complica a criação de similares.

A Thera, porém, focou em recriar as características das primeiras formulações do Miss Dior Cherie e entrega um perfume digno de uma jovem rainha. O perfume parece capturar a delicadeza floral e sutilmente gourmand da primeira versão e por mais ênfase no corpo floral de jasmim, um jasmim que remete ao aspecto frutado existente no jasmim sambac. Na base o perfume vai mais na direção da primeira formulação, sendo um chypre que não é muito pesado em patchouli mas que projeta uma aura luminosa e agradável de musks, patchouli e toques florais.

Aegea é uma reprodução bastante satisfatória do Miss Dior Cherie em termos de similaridade e equilíbrio e não é um trabalho fácil de ser feito dado as inúmeras fórmulas existentes. Para um perfume raro e descontinuado ele é uma excelente opção, principalmente para quem tem a primeira versão e deseja economizar a versão de 2005 ou 2008 para ocasiões especiais.
Tanto a escolha do perfume inspiração quanto o nome escolhido para ele são um caso interessante de estudo em Aegea, gerando ambos uma ambiguidade de interpretação. Aegea é outro dos momentos culturais da Thera e entender seu nome leva a duas possibilidades: uma homenagem ao mar de mesmo nome e inspirado na mitologia grega ou uma homenagem a uma personagem lendária de mesmo nome e que foi rainha de mulheres amazonas que cruzaram da Líbia até a Ásia menor para lutar em Tróia. O perfume que Aegea se inspira também é ambíguo principalmente pela quantidade de reformulações e concentrações lançadas ao longo de sua existência.

Miss Dior Cherie surgiu em 2005 como um flanker mais jovem do Miss Dior lançado em 1947. Em 2008 sofreu uma repaginação e reformulação, depois uma nova reformulação em 2011 e a partir de 2012 para tornar mais confuso a situação a marca o transformou em Miss Dior tem desde então feito alterações no design e na fórmulação numa média de 3 anos. Ou seja, o mesmo perfume de mesmo nome tem identidades diferentes e certamente fãs diferentes, o que complica a criação de similares.

A Thera, porém, focou em recriar as características das primeiras formulações do Miss Dior Cherie e entrega um perfume digno de uma jovem rainha. O perfume parece capturar a delicadeza floral e sutilmente gourmand da primeira versão e por mais ênfase no corpo floral de jasmim, um jasmim que remete ao aspecto frutado existente no jasmim sambac. Na base o perfume vai mais na direção da primeira formulação, sendo um chypre que não é muito pesado em patchouli mas que projeta uma aura luminosa e agradável de musks, patchouli e toques florais.

Aegea é uma reprodução bastante satisfatória do Miss Dior Cherie em termos de similaridade e equilíbrio e não é um trabalho fácil de ser feito dado as inúmeras fórmulas existentes. Para um perfume raro e descontinuado ele é uma excelente opção, principalmente para quem tem a primeira versão e deseja economizar a versão de 2005 ou 2008 para ocasiões especiais.

Mendittorosa Talento - Fragrance Review




The story behind the creation of this Mendittorosa perfume seems to exemplify exactly what it pays homage to, that when talent is protected and nourished it flourishes unexpectedly. The idea came when Stefania realized that by dropping some mint petals in a vase of roses it started to nourish them and make them grow stronger and more resistant. And that made the creative director of the brand reflect exactly how we need talent to grow and what would be the smell of talent.

I would say that there are some objectives very well tied in this creation. The first is a continuation of reconciling more direct olfactory structures without losing the brand's essence. The second is to honor Stefania's olfactory inspiration and create a perfume of mint and roses where the refreshing aroma of mint leads to a floral bloom of a very natural rose. And the third of them is related to the quote that the brand associates with the perfume "Talent is a spring always sprouting with new waters".

The choice of aldehydes and mint in the output of Talento creates an interesting sensory experience, something bubbly, fresh and intense that seems to transmit exactly the sensation of water sprouting at the same time that alters the usual dynamics of aldehydes as citrus enhancers. Aldehydes also help to lighten the rose that quickly begins to bloom, anchored in the geranium to transmit the greener and mentholated side of it. As the perfume continues to progress on the skin, a more chypre direction takes shape, with earthy and mossy aspects treated in a softer way, with one foot in the woods and the other in the musks.

Talento in general makes me think of an evolution of Le Mat perfume in a more transparent direction, being able to keep the more classic and robust side but making the composition more versatile and easy to use. It is a cohesive olfactory design among all its elements, luxurious in every detail and interesting in how it balances simplicity and exuberance. It is one of the brand's recent perfumes that has been the most successful in taking Mendittorosa into new territory without weakening its essence - Talent is basically the mint for the brand's delicate and fertile creative rose.

Mendittorosa Talento - Avaliação Perfume



A história por trás da criação desse perfume da Mendittorosa parece exemplificar justamente o que ele homenageia, de que o Talento quando protegido e nutrido floresce da maneira que menos se espera. A ideia surgiu quando Stefania percebeu que ao derrubar algumas pétalas de menta em um vaso de rosas isso passou a nutrí-las e fazer com que elas crescessem de maneira mais forte e resistente. E isso fez a diretora criativa da marca refletir justamente de como precisamos do Talento para crescer e qual seria o cheiro do Talento.

Eu diria que há alguns objetivos muito bem amarrados nessa criação da marca. O primeiro deles é uma continuação de conciliar estruturas olfativas mais diretas sem perder a essência da marca. O segundo deles é honrar a inspiração olfativa de Stefania e criar um perfume de menta e rosas onde o aroma refrescante de menta conduz a um desabrochar floral de uma rosa bem natural. E o terceiro deles está relacionado a citação que a marca associa ao perfume "Talento é uma fonte sempre brotando com novas águas".

A escolha de aldeídos e menta na saída de Talento cria uma experiência sensorial interessante, algo borbulhante, fresco e intenso que parece transmitir justamente a sensação de água brotando ao mesmo tempo que altera a dinâmica usual de aldeídos servindo para ressaltar cítricos. Os aldeídos também ajudam a tornar mais leve a rosa que rapidamente começa a florescer, ancorada no gerânio para transmitir o lado mais verde e mentolado dela. Conforme o perfume continua a progredir na pele uma direção mais chypre vai se delineando, com aspectos terrosos e de musgo tratados de uma maneira mais macia, com um pé nas madeiras e outro nos musks.

Talento de maneira geral me faz pensar numa evolução do perfume Le Mat em uma direção mais transparente, sendo capaz de manter o lado mais clássico e robusto mas tornando a composição mais versátil e fácil de ser usada. É um design olfativo coeso entre todos os seus elementos, luxuoso em todos os detalhes e interessante em como equilibra simplicidade e exuberância. É dos perfumes recentes da marca o mais bem sucedido em levar a Mendittorosa em um novo território sem enfraquecer sua essência - Talento é basicamente a menta para a delicada e fértil rosa criativa da marca.

21 de mai. de 2020

Thera Cosméticos Liber - Avaliação Perfume Contratipo (YSL Y Pour Homme)


Perfume disponível em: https://rb.gy/kv3ahr
Decant disponível em: https://rb.gy/kv3ahr

Alguns perfumes possuem uma identidade tão forte que mesmo quando inspirações e similares são feitos eles são capazes de reter praticamente tudo que o original possui sem que você sinta falta de algo. Outros perfumes possuem um equilíbrio tão delicado de elementos olfativo que quando é criado uma reprodução as substituições feitas podem aatrapalhar na percepção da similaridade.

Liber mantém a mesma qualidade olfativa de outros perfumes da Thera Cosméticos mas sofre justamente desse problema. Inspirado no perfume Y Pour Homme eu acreditava que a marca não teria grandes dificuldades de recriá-lo - é um perfume bem feito, mas não parece ter nada tão difícil em seu aroma que dificulte fazer um similar.

Na pele porém o perfume conta outra história. Liber oscila entre uma alta similaridade e um ruído olfativo que o afasta de sua inspiração original. Há algo curioso em seu aroma, umas espécie de aroma adocicado que me remete a cítrico e açúcar mascavo. É um aspecto doce que não chega a ser enjoativo mas que persiste e acaba dando um toque meio gourmand a um perfume cítrico fougere. Algo do cheiro que remete a flor de limão se perde aqui e a base do perfume ganha mais peso nas madeiras e na parte ambarada, o que o torna mais potente e menos macio no final.

Em Liber essas pequenas mudanças dependendo do calor do dia e da pele irão se destacar mais e podem frustrar quem espera um alto grau de semelhança. Em contrapartida, elas acabam trazendo algo único a composição, uma leve doçura que é rara de se ver nesse tipo de perfume fresco. Esse é um dos casos onde certamente é essencial testar antes na pele e evitar a compra cega no escuro.

Cartier L'Heure Fougueuse - Avaliação Perfume


L'Heure Fouguese é um dos perfumes que mostra o como a Cartier ousou muito mais do que outras grifes mais comerciais em sua coleção exclusiva e de prestígio. Quem mais teria uma arriscaria uma proposta como a de Mathilde Laurent de capturar o aroma do couro e da crina de um cavalo? O nobre animal é capturado de uma maneira abstrata e elegante e não leva L'Heure Fouguese a um território puramente animálico e fecal.

Em vez disso, a captura do aroma da pele é feito de uma forma sutil, com uma aura quente e distante, um aroma que parece reconstruir o cheiro almiscarado da pele limpa de um ser vivo. Há uma maneira muito inteligente de fazer isso, utilizando aspectos defumados de um aroma de chá e flores como narciso e jonquilho como parte de um acorde abstrato de crina de cavalo.

O perfume acaba girando ao redor de uma harmonia de chá, notas cítricas e cheiros amendoados e cremosos discretos. L'Heure Fogueuse evoca o calor de uma pele limpa e perfumada com um aroma de chá herbal quente, defumado e fresco combinado a notas cítricas cintilantes e a uma certa cremosidade que está em harmonia com o chá e é agradável de sentir o dia todo. Mesmo que não seja igual no aroma há uma certa semelhança na aura dele com a do Declaration Cartier, como se a idéia tivesse sido reconstruída com novos personagens e Mathilde fizesse então uma homenagem ao clássico perfume da Cartier. Aroma fino, elegante, de boa fixação e rastro envolvente.

20 de mai. de 2020

Thera Cosméticos Isidore - Avaliação Perfume Contratipo (212 Sexy Woman)



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Há algo curioso na escolha da Thera pelo nome Isidore para representar o contratipo do Carolina Herrera 212 Sexy Woman. Isidore é um nome masculino em Inglês e Francês, derivado do grego e com o significado de presente de Isis. A versão feminina do nome seria Isidora é intrigante que um perfume de imagem tão feminina, todo rosa, seja associado com um nome masculino.

Entretanto, 212 Sexy Woman quando testado na pele surpreende por ser justamente um perfume feminino que beira o unissex - as notas indicam uma predominância de flores e notas gourmands, entretanto na pele o que se revela mais é o lado oriental amadeirado e um bom uso de fava tonka. Ainda que o nome Isidore acaba refletindo essa contradição o contratipo criado pela Thera parece corrigir isso e dar uma interpretação mais feminina e floral à composição, pensando principalmente no público que irá consumir o contratipo sem conhecer o original.

De maneira geral o perfume se parece bastante com sua inspiração mas eleva a parte floral branca e o aspecto gourmand e diminui a evidência oriental e o aroma de fava tonka. O perfume abre com nuances frutadas e com um uso moderado de açúcar. Rapidamente revela-se um jasmim frutado dando um lado mais exótico a flores frescas e delicadas.

Na base o perfume equilibra muito bem o aroma limpo de musk e o aroma amadeirado de sândalo. A forma como ele evolui não faz Isidore um perfume potente na pele, mas o original também não é assim. É certamente um perfume sensual mas versátil e perfeito para o uso cotidiano, uma interpretação mais floral e delicada da famosa fragrância da Carolina Herrera.

Mendittorosa Ithaka - Fragrance Review



In terms of perfume as a complete set of artistic concept, fragrance and presentation, Mendittorosa shows that it is a master in this art launch after launch. The brand is creative in its perfumery as an art of mystical and personal exploration and after themes such as Tarot, Volcanoes, Planets and Stars Mendittorosa turns to poetry as a form of artistic expression.

Ithaka is the beginning of a trilogy that proposes a dialogue between poetry and perfumery and the choice could not be better. Based on a poem by the Greek author C. P. Cavafy and honoring the mythical city that is part of Homer's Odyssey, both the poem and the perfume are an ode to life's journey as the main reason for existence. Ithaka is an invitation to enjoy the journey of existence more than focusing on the ultimate goal of the journey.

The brand is inspired by one of the verses of the poem where the poetic self advises the reader to take advantage of the Phenicia trade points to buy the finer things in life, including as many sensual perfumes as one can. The idea here seems to me to be to offer a perfume with a remote aura that is both modern and sensual.

Similar to other recent releases, Ithaka goes in a less challenging and more straightforward direction and will certainly surprise the ones that expect a perfume loaded in smoky incense and in the aromatic resins that are listed in the composition pyramid. The perfume uses incense as a conducting thread, but emphasizing the more mineral and light side of the incense, combining with a light and watery floral. Like Sirio, the resins used here are more distant yet slightly more potent in composition, giving a more sweet and amber-like contour to a final phase where predominate woods with a discreet aroma and musks.

I feel divided about Ithaka. While I do not consider it right to criticize the performance of a perfume where the concept is precisely to enjoy the journey and not the destination, I believe that an epic poem inspired by an epic journey should have a perfume no less than epic too. Perhaps this is a journey that works best on warmer days, where the moderate and resinous side of the composition is sure to shine brighter.

Mendittorosa Ithaka - Avaliação Perfume



Em termos de perfume como um conjunto completo de conceito artístico, fragrância e apresentação a Mendittorosa mostra que é mestra nessa arte lançamento após lançamento. A marca mostra-se criativa em sua perfumaria como arte de exploração mística e pessoal e após temas como Tarot, Vulcões, Planetas e Estrelas a Mendittorosa se volta para a poesia como forma de expressão artística.

Ithaka é o início de uma trilogia que propõe um diálogo entre poesia e perfumaria e a escolha não poderia ser melhor. Baseada em um poema do autor grego  C. P. Cavafy e homenageando a mítica cidade que faz parte da Odisséia de Homero, tanto o poema como o perfume são um ode a jornada da vida como o principal motivo de existência. Ithaka é um convite à aproveitarmos a jornada de existência mais do que focarmos no objetivo final da jornada.

A marca se inspira em um dos versos do poema onde o eu poético aconselha o leitor a aproveitar os pontos de comércio da Fenícia para comprar as coisas finas da vida, entre elas o máximo de perfumes sensuais que a pessoa puder. A ideia aqui me parece ser então oferecer um perfume com uma aura remota ao mesmo tempo que moderna e sensual.

Similar a outros lançamentos recentes, Ithaka vai numa direção menos desafiadora e mais direta e certamente irá surpreender que espera um perfume carregado nos incensos e resinas aromáticas que são listadas na pirâmide da composição. O perfume utiliza o incenso como fio condutor, mas dando ênfase ao lado mais mineral e leve do incenso, combinando com um floral leve e aquoso. Da mesma forma que Sirio, as resinas utilizadas aqui se mostram de maneira mais distante ainda que um pouco mais potentes na composição, dando um contorno mais adocicado e ambarado a uma fase final onde predomina madeiras de aroma discreto e musks.

Me sinto divido com relação a Ithaka. Ao mesmo tempo que não considero certo criticar a performance de um perfume onde o conceito é justamente aproveitar a jornada e não o destino eu acredito que um poema épico inspirado em uma jornada épica deveria ter um perfume não menos do que épico também. Talvez essa seja uma jornada que funcione melhor em dias mais quentes, onde o lado moderado e resinoso da composição certamente irá brilhar mais.

Thera Cosméticos Aspen - Avaliação Perfume Contratipo (Van Cleef & Arpels Tsar)


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Com Aspen a Thera cosméticos resgata inesperadamente um clássico da perfumaria masculina, o perfume Tsar. O desafio de criar um contratipo desse clássico gira em torno tanto da reformulação como justamente das associações com outros perfumes que se inspiraram em Tsar. O aspecto da reformulação é certamente o mais difícil de ambos - Tsar foi criado em uma época com menos restrições regulatórias e trazer sua fórmula de volta envolve um desafio de substituição e equilíbrio da fórmula para que seja capaz de manter a semelhança e ideia do original.

Levando isso em consideração, ainda que haja diferenças entre o original e o contratipo Aspen se saí muito bem em capturar a aura masculina clássica e herbal do perfume fougére Tsar. Fico na dúvida se algumas mudanças são efeitos dos anos de maceração da minha referência do clássico Tsar ou se a Thera adequou o perfume tanto para modernizá-lo como para adequá-lo a uma base mais ampla de consumidores. O fato é que o que é feito aqui não desrespeita a essência do original.

Aspen abre de uma maneira mais cítrica e leve que o original, pondo mais ênfase num aroma que me remete a bergamota e limão e que honra uma saída clássica fougére. O aspecto mais herbal e aromático demora mais tempo para aparecer e põe mais ênfase nas ervas do que no pinho, que acaba não se destacando tanto.

Na última etapa da evolução o couro soa mais moderno e há toques de um material ambarado mais seco e contemporâneo, porém a ênfase continua sendo nas madeiras no aroma terroso e úmido de musgo. A performance permanece fiel a do original, com boa duração e projeção, e as maiores diferenças só são perceptíveis quando comparado lado a lado com a inspiração, sinal de um excelente trabalho da marca.

Eau de Rochas - Avaliação Perfume


Eau de Rochas é um perfume clássico e atemporal, um que possue uma aura fresca e elegante, perfeita para dias mais quentes. Temos aqui um equilíbrio entre cintilância e escuridão,  entre a saída cítrica e a base amadeirada e chypre, uma maneira inteligente de transmitir frescor e garantir performance.

O perfume abre com um aroma refrescante e hesperídico, dominado por um cheiro verde de limão. Conforme evolui, as flores aparecem discretas, dando ao perfume um certo aroma de cheiro de praia, de bronzeador. De fundo, a combinação entre cravo, musgo e patchouli cria um aroma musgoso, amadeirado e levemente salgado, balanceado na medida para não dominar a composição, apenas oferecendo estrutura para os aromas cítricos e as flores, oferecendo um contraste que é refrescante e complexo ao mesmo tempo.

Eau de Rochas é  classificado como feminino e ainda que haja um certo toque floral em sua composição a evolução da perfumaria ao longo das décadas certamente o coloca hoje como uma composição que serve a ambos os sexos. É um aroma fresco e atemporal que resistiu graciosamente às mudanças constantes da perfumaria.