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21 de ago de 2017

Santi Burgas Palindrome I, Palindrome II - Fragrance Reviews


Português (click for english version):

A minha impressão é que a cada coleção que passa Santiago Burgas tem feito seu talento criativo na perfumaria florescer e tem saído da zona mais óbvia que boa parte das marcas de nicho começa enquanto cria empatia com o público e firma seu nome.

Na nova coleção, denominada de Palíndromes, o artista em parceria com o perfumista Rodrigo Flores-Roux criar perfumes que explorem esse conceito, que possam ser lidos olfativamente em qualquer direção. Mais que isso, o objetivo é explorar o aspecto místico e primordial dos palíndromos, principalmente no campo dos números.

Palíndrome I é um ode a um aspecto primordial da perfumaria, o incenso, e é uma aura protetora de resinas quentes e fumegantes que começa sua jornada com uma leve abertura cítrica. Depois disso, o perfume é um exercício de luxo em um acorde de ambar e resinas fumegantes, uma aura quente, adocicada e envolvente, temperada por algo que me leva a pensar em especiarias frescas talvez. O uso pesado de resinas aromáticas com a combinação de materiais ambarados mais modernos consegue injetar luminosidade a ideia e passar o conceito de um perfume a ser lido em mais de uma direção sem que ele pareça linear.

Já Palíndrome II é o meu favorito da marca como um todo e um que eu considero uma obra prima. A escolha do material que funciona como um fio condutor a ser lido bidirecionalmente é o patchouli, e estamos falando de um uso rico e multifacetado da nota. Tal patchouli é terroso, com toques gourmands mas ao mesmo tempo possui uma luminosidade e clareza que se obtem apenas com as extrações mais caras da nota ou com o uso de patchoulol puro. Palíndrome II veste tal patchouli em uma riqueza de um aroma de couro, cítricos e flores que me faz pensar em uma criação da perfumaria mais clássica em toda a sua beleza e riqueza. Isso é trazido para o presente com o uso inteligente de um toque gourmand da cana de açúcar na composição também por manter o patchouli entre o luminoso e o terroso. Belíssimo perfume e que representa perfeitamente a escuridão se transformando na luz.

English:

My impression is that every collection that passes Santiago Burgas Bou has made his creative talent in perfumery flourish and has come out of the most obvious zone that a good part of the niche brands begins while creating empathy with the public and solidifying their name.

In the new collection, called Palindromes, the artist in partnership with the perfumer Rodrigo Flores-Roux create perfumes that explore this concept, which can be read olfactory in any direction. More than that, the objective is to explore the mystical and primordial aspect of palindromes, especially in the field of numbers.

Palindrome I is an ode to a primal aspect of perfumery, incense, and is a protective aura of hot and smoking resins that begins its journey with a light citrus opening. After that, the scent is a luxurious exercise in an accord of amber and smoldering resins, a warm, sugary and engaging aura, tempered by something that leads me to think of fresh spices perhaps. The heavy use of aromatic resins with the combination of more modern amber materials can inject luminosity into the idea and pass the concept of a perfume to be read in more than one direction without it appearing flat.


Palyndrome II is my favorite from the brand as a whole and one that I consider a masterpiece. The choice of the material that works as a conductor wire to be read bidirectionally is patchouli, and we are talking about a rich and multifaceted use of the note. This patchouli is earthy, with gourmands touches but at the same time has a luminosity and clarity that is obtained only with the most expensive extractions of the note or with the use of pure patchoulol. Palyndrome II wears such a patchouli in a wealth of a scent of leather, citrus and flowers that makes me think of a creation of the most classic perfumery in all its beauty and richness. This is brought to the present with the clever use of a gourmand touch of sugar cane in the composition and also by keeping the patchouli between the luminous and the earthy. It is a beautiful perfume that perfectly represents the darkness morphing into the light.