Pesquisar este blog

29 de out de 2017

Bocheron La Collection - Avaliações Rápidas


Português (click for english version):

É raro que uma coleção exclusiva venha para o Brasil e mais raro ainda que ela chegue rápido. Por isso, quando descobri que a Top Internacional estava vendendo os perfumes e os tinha para testar fui conferir.

A Boucheron chega um pouco tarde no mercado de coleções exclusivas, mas creio que isso seja um sinal de que as grifes ainda vêem potencial econômico para lançá-las. Após conhecê-los na fita tenho a impressão de que a marca fez uma colagem do que ela achou interessante e que funciona em outras grifes. Nada exatamente inovador, mas os perfumes parecem sólidos o suficiente.Conceitualmente a coleção é falha, não explica qual é a relação entre as criações, os locais e as supostas memórias dos caçadores de pedras preciosas.

Minhas impressões quanto a 5 dos 6 (o de iris irei dedicar uma avaliação em breve):

Ambre d'Alexandrie: de todos era o que eu imaginava que seria menos interessante mas é um dos que mais acabou agradando. É um ambar adocicado, com nuances de bebida e tabaco, algo na mesma linha do Ambre Narguilé mas com mais presença. Na fita há algo levemente animálico que me faz pensar em castoreum talvez.

Néroli d'Ispahan: é a criação que preenche a lacuna cítrica da coleção. Sem grandes surpresas, um néroli fresco, cítrico e floral com toques spicy, uma aura entre o clássico e o moderno. Pareceu bem suave.

Oud de Carthage: a marca o descreve como um oriental couro e é o que ele te entrega já de cara. O Oud acaba tendo que dividir o espaço bastante com o aroma ambarado seco e de tabaco e o tipo de oud aqui é um mais adocicado e incensado. Perfume potente, mas ao mesmo tempo com menos personalidade pois os ambars sintéticos que fazem o papel de couro aqui estão em todos os lugares no momento.

Vanille de Zanzibar: na minha opinião é um dos mais fracos da coleção. Remete a uma versão menos interessante do Diptyque Eau Duelle e parece uma baunilha cremosa, docinha e açúcarada que falta algo para justificar o preço. Evolui para uma base um pouco incensada e que acaba parecendo uma versão suavizada da evolução do oud de carthage.


Tubéreuse de Madras: como as tuberosas voltaram a moda, a marca dedica um espaço a uma delas na coleção. Esperava uma interpretação da flor que fosse mais verde e moderna e na prática o perfume é um mix das tuberosas mais narcóticas e quentes dos anos 80 e as mais frescas e naturais do revival atual. Para quem curte é um dos pontos altos da linha.


English:


It is rare that an exclusive collection comes to Brazil and even rarer it arrives that fast here. So when I discovered that the store Top Internacional was selling the perfumes and had them to test I went check it out.

Boucheron is a little late in the exclusive collections market, but I think that's a sign that the brand still see the economic potential to launch them. After testing them on paper I have the impression that the brand has made a collage of what it found interesting and that works on other brands. Nothing exactly groundbreaking, but the scents seem solid enough. The collection is conceptually faulty, it does not explain the relationship between the creations, the locations and the supposed memories of the gem hunters.

My impressions for 5 out of 6 (the iris I'll dedicate a review soon):

Ambre d'Alexandrie: from all the 6 it was what I imagined would be less interesting but is one of the most pleasing. It is a sweet ambar, with boozy and tobacco nuances, something in the same line as Ambre Narguilé but with more presence. There is something slightly animalic that makes me think of castoreum perhaps.

Néroli d'Ispahan: it is the creation that fills the citrus gap of the collection. No big surprises, a fresh, citrus and floral néroli with spicy touches, an aura between the classic and the modern. It seemed very soft.

Oud de Carthage: the brand describes it as an oriental leather and that is what it gives you from the beginning. The Oud ends up having to split the space a lot with the dried amber and tobacco aroma and the oud type here is a more sweet and incense one. It is a potent scent but at the same time with less personality as the synthetic ambars that make the leather paper here are everywhere at the moment.

Vanille de Zanzibar: In my opinion it is one of the weakest in the collection. It seems like a less interesting version of Diptyque Eau Duelle and looks like a creamy, sweet and sugared vanilla that lacks something to justify the price. It evolves to a slightly incensed base and ends up looking like a smoothed version of the evolution of the oud de carthage.


Tubereuse de Madras: as the tuberose have returned to fashion, the brand dedicates a space to one of them in the collection. I expected an interpretation of the flower that was greener and more modern and in practice the perfume is a mix of the most narcotic and hot tuberoses of the 80's and the freshest and natural of the current revival. For those who enjoy it is one of the high points of the line.