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1 de out de 2017

Jovoy L'Art de La Guerre - Fragrance Review


Português (click for english version):

Para essa criação a parisiense Jovoy não esconde sua inspiração no famoso tratado militar de Sun Tzu, a Arte da Guerra. Não estamos falando literalmente de um perfume inspirado em estratégias militares, porém um que compara o ato de se perfumar a um jogo de sedução e trata esse jogo com essa nuance. E se a inspiração pode parecer um pouco forçada talvez, o objetivo de subverter as expectativas e regras estabelecidas nesse jogo é atingido com sucesso.

Para isso, a marca conta com a criação de uma estrutura bem clássica da perfumaria masculina, os perfumes fougeres, um território que a marca aqui propõe conquista ao público feminino pelo acréscimo de tons frutados e do protagonismo exótico e quente da sempre-viva. O resultado, porém, é bem agradável e perfeitamente compartilhável.

Trabalhar com sempre-viva não é uma tarefa fácil, o material possui um aroma tostado, amadeirado e açúcarado negro que domina uma composição e a torna enjoativa. O uso dela dentro da composição é o suficiente para que isso não aconteça mas para que ela seja evidente. Os aspectos mais difíceis são suavizados por nuances frutais suculentas e um leve toque powdery. E assim que a sempre-viva estabiliza o perfume mostra uma base amadeirada com um aspecto terroso de musgo bem aconchegante, apresentando de fundo um leve aspecto ambarado e adocicado.

L'Art de La Guerre toca em territórios parecidos aos conquistados pela Histoires de Parfums Marquis de Sade. Entretanto, o aroma mais encorpado e as nuances clássicas bem orquestradas fazem com que a batalha penda a vitória mais para a criação da Jovoy.Uma mescla interessante do familiar e do exótico/inusitado.

English:


For this creation the Parisian Jovoy does not hide its inspiration from the famous military treatise of Sun Tzu, Art of the War. We are not talking literally of a perfume inspired by military strategies, but one that compares the act of perfuming to a game of seduction and treats that game with that war nuance. And if the inspiration may seem a bit forced, the goal of subverting the expectations and rules laid out in that game is achieved successfully.

For this, the brand counts on the creation of a very classic structure of the masculine perfumery, fougeres, a territory that the brand here proposes to be conquest by the feminine public with the addition of fruity tones and the exotic and hot protagonism of imortelle. The result, however, is quite agreeable and perfectly shareable.

Working with imortelle is not an easy task, the material has a roasted, woody and black sugar aroma that dominates a composition and makes it easily overwhelming The use of it within the composition is enough so that this does not happen but for it to be evident. The most difficult aspects are softened by juicy fruit nuances and a light powdery touch. And as soon as the imortelle stabilizes the scent it shows a woody base with an earthy aspect of very warm moss, presenting in the background a slightly amber and sweet aura.


L'Art de La Guerre plays in territories similar to those conquered by Histoires de Parfums Marquis de Sade. However, the full-bodied scent and well-orchestrated classic nuances mean that the battle sets the stage for Jovoy's creation. An interesting mix of familiar and exotic / unusual.