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1 de out de 2017

Orto Parisi Viride - Fragrance Review

Português (click for english version):

Da mesma forma que Seminalis, Viride também é um perfume praticamente de notas de base, uma espécie de bloco olfativo que favorece as características da concentração extrato com a boa performance de musks e notas sintéticas. O perfume em si é curioso no que se propõe a fazer: pelas imagens apresentadas no site, pretende ser uma espécie de chypre aromático, mas na execução eu diria que lembra mais uma modernização de um amadeirado chypre do final da década de 70.

A ideia é simples: deletar boa parte da complexidade da estrutura, ampliar nas proporções corretas musks e materiais sintéticos que confiram performance e potência e sugerir um leve aspecto clássico por um acorde mais limpo de patchouli, madeiras e musgo sintético. Chega a ser curioso pq Viride tinha todo o potencial para ser controverso e chocante, porém soa bem agradável e quase comercial.


Se alguém já imaginou o que seria um musgo de carvalho fora dos elementos chypres clássicos (bergamota+musgo+labdanum) ou fora da aura fougere pura (lavanda+musgo+ labdanum), é o que viride propõe. É quase como se ele criasse um chypre moderno aromático masculino, onde o aspecto terroso e úmido do musgo é contraposto a um patchouli limpo, musks potentes e um aroma amadeirado mineral, apenas tocando brevemente em algo que possa lembrar os elementos cítricos e aromáticos de um chypre ou de um fougere, dependendo da ênfase que se queira dar. Bem usável, de ótima duração e mais convencional do que se esperaria da marca e do perfumista.

English:

Like Seminalis, Viride is also a scent practically of base notes, a kind of olfactory block that favors the characteristics of the concentration extract with the good performance of musks and synthetic notes. The perfume itself is curious in what it proposes to do: from the images presented on the site, it is intended to be a kind of aromatic chypre, but in execution I would say it reminds one more of a modernization of a woody chypre from the late 70's.

The idea is simple: to remove much of the complexity of the structure, amplifying in the correct proportions the musks and synthetic materials that give performance and power, and to suggest a slight classic look with a cleaner accord of patchouli, woods and synthetic moss. It comes to be curious because Viride had all the potential to be controversial and shocking, but sounds nice and almost mainstream.

If one ever imagined what would be an oak moss outside the classical chypres elements (bergamot + moss + labdanum) or outside the pure fougere aura(lavender + moss + labdanum), it is what viride proposes. It is almost as if it created a masculine modern aromatic chypre, where the moist earthy aspect of the moss is contrasted with a clean patchouli, powerful musks and a woody mineral scent, only briefly touching something that can remind the citrus and aromatic elements of a chypre or a fougere, depending on the emphasis you want to give. Usable, of great duration and more conventional than one would expect from the brand and the perfumer.