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8 de nov de 2017

Bvlgari Man Black Orient - Fragrance Review


Português (click for english version):

Um dos assuntos que eu tenho visto gerar muita confusão na perfumaria comercial contemporânea é o retorno da popularidade das concentrações parfum. Conscientes de que o consumidor (em especial o masculino) busca perfumes com maior intensidade e duração não tem se tornado incomum ver marcas que lançam um parfum ou profumo de seus best sellers.

Porém, não é incomum que muitos desses parfum sejam na verdade eau de parfum ou que acabem se comportando como um na pele devido talvez a concentrações próximas entre um edp e um parfum e ao estilo de composição moderno, que favorece uma overdose de musks que certamente possuem um limite de percepção não importando o quanto você aumente a concentração.

A versão Orient do sucesso de público Bvlgari Man Black cai justamente nessa saia justa. É possível ver que a linha Bvlgari Man se tornou o maior sucesso masculino da marca e que a versão Black praticamente deixou de ser um flanker e virou um perfume em si, gerando variações de sua ideia. A Versão Orient é mais ousada em seu conceito e notas e está na tendência com a concentração, entretanto decepciona na execução.

A ideia em si é interessante, transformar uma dinâmica oriental árabe em algo mais minimalista e palatável. De certa forma Alberto Morillas faz um showroom de várias notas modernas que caíram no gosto popular: temos uma faceta de oud ambarada e adocicada, um acorde de bebida, nuances de couro e até mesmo toques florais de rosa para um público masculino. Tudo parece dançar em harmonia e é até possível perceber um toque exótico e oleoso de couro que remete muito a flor osmanthus.


Entretanto, passado 1 hora, o perfume parece se afogar em musks e emudecer seus encantos do oriente, perdurando em algo macio, com toques amadeirados e que não é tão interessante quanto a saída. Isso não passa a concentração parfum como o nome sugere, talvez nem mesmo a eau de parfum. Mas é bem possível que seja concentrado justamente como o nome indica, apenas é curioso que o perfumista tinha sido levado a nos fazer essa viagem tão expressa pelo oriente.

English:

One of the subjects I have seen generating much confusion in contemporary commercial perfumery is the return of popularity of parfum concentrations. Conscious that the consumer (especially the masculine) looks for perfumes with greater intensity and duration it hasn't become unusual to see brands that throw a parfum or profumo of its best sellers.

However, it is not uncommon that many of these parfums are actually eau de parfum or that they end up behaving like one on the skin due perhaps to close concentrations between an edp and a parfum and to the modern composition style, which favors an overdose of musks that certainly have a limit of perception no matter how much you increase your concentration.

The Orient version of Bvlgari Man Black's public success falls just in that tight spot. It is possible to see that the Bvlgari Man line became the biggest male success of the brand and that the Black version practically stopped being a flanker and became a perfume itself, generating variations of his idea. The Orient Version is bolder in its concept and grades and it is in the trend with concentration, however it disappoints in execution.

The idea itself is interesting, transforming an Arab Oriental dynamic into something more minimalist and palatable. In a way, Alberto Morillas has made a showroom of several modern notes that have fallen in popular taste: we have an amber and sweet oud facet, a boozy accord, leather nuances and even floral touches of rose for a male audience. Everything seems to dance in harmony and it is even possible to perceive an exotic and oily touch of leather that closely remembers the osmanthus flower.


However, after 1 hour, the perfume seems to drown in musks and mute its oriental charms, lingering in something soft, with woody touches and that is not as interesting as the opening. This does not pass the parfum concentration as the name suggests, perhaps not even an eau de parfum. But it is quite possible that it is concentrated just as the name implies, it is only curious that the perfumer had been led to make us such an express orient journey.