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21 de jan de 2018

L'Atelier de Givenchy Ambre Tigre - Resenha/Review


Para mim uma das maiores provas de que o consumidor deseja é a familiaridade em vez da inovação é a existência perene dos perfumes de ambar. Passam-se as décadas, as marcas e as tendências e os perfumes de ambar continuam firmes e fortes. São quase uma obrigação nas coleções exclusivas, visto que seu aroma agrada e passa facilmente uma impressão de riqueza. E como a coleção exclusiva da Givenchy opera dentro das regras do mercado, ela oferece a nós Ambré Tigré.
A ideia aqui é a de uma fantasia felina, impulsos animais e um convite a paixão. Apesar do conceito sugerir um perfume animálico, a execução está mais dentro de um trash-chic. Ambré Tigré não é um animal de verdade, é uma estampa de onça executada em um contexto de alta perfumaria. É algo no limite do chique e do vulgar.
E parece que inspirado no sexy quase vulgar a marca mira na combinação ambarada que faz a base do narcótico aroma de laranjeiras do Dior Addict. Ambré Tigré reinterpreta a mesma dinâmica e mesmo que não mencione a presença da flor entre as notas é possível sentir sua presença completando a aura sensual que é prometida. O foco é dado a baunilha, que se mostra mais licorosa, resinosa e acompanha bem o aroma doce e com conotações de incenso do ambar. Como é uma espécie de trash visto sob as lentes de alta perfumaria, Ambré Tigré mantém seu volume moderado, sua silhueta se mantendo perigosamente dentro dos contornos estipulados. É uma silhueta familiar, mas que funciona.