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21 de jan de 2018

Manos Gerakinis Sillage Royal - Resenha/Review


Esse é o primeiro perfume desenvolvido por Manos e de certa forma uma peça central no que é até esse momento uma trilogia de perfumes denominada Sillage. Royal é um perfume que foi feito para o próprio perfumista e quando perguntei a ele com relação a inclusão de determinadas notas, como o agarwood, ele me explicou que quando o criou buscava algo que satisfizesse sua necessidade por perfumes que durassem na sua pele.
Acho interessante como Sillage Royal vende bem o conceito de um perfume de rastro e de um perfume real ao mesmo tempo. Esse não é um aroma comum e é uma criação que tem um comportamento quase linear devido a presença marcante de elementos como ambar, oud e patchouli. É uma criação que transita entre uma aura de perfume oitentista e uma aura bem moderna ao mesmo tempo.

Creio que o que me faz pensar nos anos 80 em Sillage Royal é a combinação de patchouli e rosas, um tipo de patchouli mais rico e menos clean que remete a elementos de um chypre floral oitentista. A rosa é mais pesada tbm, de certa forma seca, temperada por um leve toque especiado. O oud chega a ser um coadjuvante, com um aspecto sutil animálico que se mistura a um aroma ambarado um pouco doce e um aroma amadeirado aveludado que permanece de fundo. Sillage Royal é mais direto em sua execução, quase linear, um aspecto que é mais comum da perfumaria contemporânea. Mas, conforme mencionado acima, cumpre seu proposíto de deixar um rastro marcante e que cheira nobre.