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4 de mar de 2018

4160 Tuesdays London 1969 - Fragrance Review

É possível perceber claramente que Sarah McCartney possui uma paixão pela perfumaria do passado. Muitos dos seus perfumes possuem a complexidade e profundidade dos clássicos e utilizam uma quantidade de materiais naturais como nos tempos de ouro da perfumaria. Por isso, é natural que em 2014 tenha surgido em sua marca o projeto Vintage Tuesdays, que tem o propósito de criar novos perfumes porém inspirado em épocas do passado e utilizando os materiais disponíveis na época.
London 1969 é um dos integrantes de um quarteto de criações e ele foi feito, pelo que entendo, considerando-se três blends inspirados em pontos distintos de Londres (Hyde Park, King's Road, Soho). Um elemento importante da fórmula é o Hedione, uma molécula encontrada no jasmim e sintetizada em laboratório e que na década de 60 teve seu potencial descoberto pelos perfumistas, com Eau Sauvage sendo o primeiro perfume a utilizá-la como parte importante de sua ideia.
Testando London 1969 na pele, a maior surpresa é que esse é um dos perfumes mais contemporâneos e comerciais (em um bom sentido) da 4160 Tuesdays. Certamente isso se deve pela ênfase das notas de musk e ambergris na base e na predominância de cítricos, elementos atemporais apreciados pelo público até hoje. Se London 1969 representa bem seu tempo, eu não sei dizer. Mas consigo ver a sua ideia leve, positiva e cintilante atrelada talvez a aspectos do movimento hippie. É um perfume que abre com um aroma de limão e verbena, nuances de grama cortada e que rapidamente evolui para um corpo floral transparent e luminoso, características do hedione. Termina em uma base discreta e confortável de musk e ambergris. É um perfume limpo, despretensioso e fácil de usar.