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4 de mar de 2018

Dior Sauvage EDP - Fragrance Review


É curioso que enquanto a nova concentração do Sauvage é o mesmo perfume, os detalhes são diferentes. Dá aquela estranha sensação de olhar para algo que vc sabe que mudou mas que parece igual. Para perceber isso acabei borrifando o edt em um pulso e o edp em outro e fui acompanhando as evoluções para perceber
Primeiro ponto de diferença está justamente na saída. Enquanto a abertura dos dois perfumes continua cítrica e fresca, a do edp me pareceu mais encorpada. Na hora quando provei achei que tivesse algum outro cítrico mais amargo acompanhando, mas talvez seja o papel das especiarias de fundo.
Segundo ponto de diferença para mim está na evolução. Enquanto o edt me parece genérico e tem uma lavanda que eu não curto, o edp resolve isso de uma forma sutil. É curioso que da forma que ele foi construído o labdanum que faz papel de nota de base sobe para o corpo e se vc prestar bem atenção vai sentir um cheiro meio que de mel ou cêra da abelha escondido no meio do frescor. É justamente o aroma do labdanum, e do óleo essencial natural ainda por cima. Dá um toque mais quente a composição.
Por último, as bases dos dois perfumes são diferentes ao mesmo tempo que similares. A ideia de ambos me parece ser criar uma base macia, dependente de musks e do ambroxan para dar um toque sensual. Quando você usa a EDT em contraste com a EDP a base da EDT parece fraca, suave, ao passado que a EDP é mais presente, com algo que me parece amadeirado e que não é listado nas notas. De forma geral, a EDP é um retrabalho da ideia da EDT com um impulso/melhoria em determinados aspectos. Parece menos genérica, mas ainda sim é um perfume casual, um que não é tão pesado a ponto de ser uma EDP destinada a frio ou ocasiões mais amenas.