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25 de set de 2018

Creed Erolfa - Avaliação/Resenha/Review



Português (click here for english):

Um fato que eu considero curioso com relação a casa Creed é de ela ter sido uma das pioneiras no estilo do Novo Frescor ao lançar, em 1985, o perfume Green Irish Tweed. Na época ainda nem se falava em perfumaria de Nicho e estávamos no meio da década dos perfumes de projeção quilométrica e composição complexa. Mas chegando os anos 90 tudo mudou e vimos um mundo que buscava viver tempos mais minimalistas, zen e puros. Por isso, nada mais natural do que a criação de Erolfa, uma espécie de transição da casa Creed para os anos 90, uma continuação do caminho que começou em Green Irish Tweed.

A inspiração aqui é a de muitos perfumes dessa década, o Oceano, porém personificada nas experiências de velejamento da família pelo Mediterrâneo. Sendo assim, Creed Erolfa mira numa experiência que mescla notas cítricas (pelas quais a marca seria adorada nos anos posteriores), toques aquáticos, notas verdes, e um acorde salino e meio marinho à composição.

Erolfa é a o mesmo tempo não é um perfume simples, um fato curioso para uma criação minimalista dos anos 90. Teste ele em dias diferentes e em momentos diferentes do dia e você perceberá isso, que há uma mescla de elementos aromáticos de volatilidade muito parecida e que acabam chamando a atenção do nariz de forma diferente dependendo do dia.Considerando que seu nome representa 3 dos membros da família (ERwin,OLivia, FAbienne), entendo que isso evidencia 3 perspectivas diferentes do ocenano consolidadas em uma fragrância.

Quando o recebi, imediatamente notei um frescor mentolado, toques aquáticos de melão e um aroma de folhas verdes recém cortadas. Provando na pele, porém, as notas cítricas se destacam, o aspecto do novo frescor aparece discreto e um toque de folha violeta é bem equilibrado aqui sem dar o aroma de plástico que alguns perfumes tem quando esse aroma é utilizado. Acho curioso que haja um cheiro bem salino na composição, que chega a me remeter a sal grosso e dá um toque oceânico diferente, que poucos perfumes aquáticos possuem. Prestando um pouco mais de atenção, vejo um delicado bouquê floral emergindo como uma terceira perspectva no perfume, um toque levemente floral e verde que remete a lírio do vale e flores aquáticas. O único senão de Erolfa é a base, que é bem discreta, predominante em musks e com leves aspectos de sândalo e cedro. Isso dá a impressão de que o perfume não fixa na pele quando ele na verdade fica bem discreto e rente a pele. Mas colocado em perspectiva, isso faz parte do começo de uma década que procurava celebrar a leveza ante a ressaca dos excessos da década anterior.

English version

One fact that I find curious about Creed's perfume house is that they were one of the pioneers in new freshness style when they launched the Green Irish Tweed perfume in 1985. At the time we were not even talking about Niche perfumery and we were in the middle of the decade of perfumes of kilometric projection and complex composition. But by the 90s everything changed and we saw a world that sought to live more minimalist, zen and pure times. So, nothing more natural than the creation of Erolfa, a kind of transition from the house Creed to the 90's, a continuation of the path that began in Green Irish Tweed.

The inspiration here is that of many perfumes of that decade, the Ocean, but personified in the family experiences of sailing through the Mediterranean. So, Creed Erolfa looks at an experience that mixes citrus notes (for which the brand would be adored in later years), aquatic touches, green notes, and a saline and half-marine accird to the composition.

Erolfa is at the same time not a simple perfume, a curious fact for a minimalist creation of the 90's. Test it on different days and at different times of the day and you will realize this, that there is a mix of aromatic elements of very similar volatility and which end up catching the attention of the nose differently depending on the day. Considering that its name represents 3 of the family members (ERwin, OLivia, FAbienne), I understand that this shows 3 different perspectives of the ocean consolidated in a fragrance.

When I received it, I immediately noticed a mint freshness, water melon touches and a scent of freshly cut green leaves. Proving in the skin, however, the citrus notes stand out, the freshness aspect appears discreetly and a touch of violet leaf is well balanced here without giving the plastic aroma that some perfumes have when this note is used. I find it curious that there is a very salty scent in the composition, which reminds me of coarse salt and gives a different oceanic touch, which few aquatic perfumes have. Paying a little more attention, I see a delicate floral bouquet emerging as a third perspective in the perfume, a lightly floral and green touch that says lily of the valley and aquatic flowers. The only drawback from Erolfa is the base, which is very discreet, predominant in musks and with slight aspects of sandalwood and cedar. This gives the impression that the perfume does not stick to the skin when it actually looks very discreet and close to it. But put in perspective, this is part of the beginning of a decade that sought to celebrate the lightness against the hangover of the excesses of the previous decade.