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25 de set de 2018

Renegades Bertrand Duchaufour - Avaliação/Resenha/Review



Português (click here for english):

Sinceramente eu me pergunto, o que leva um trio de perfumistas respeitados e criadores de fragrâncias que se consagraram ao longo do tempo a criar um projeto que no mínimo é meia-boca e no máximo é cínico? Será que ao criar perfumes com distribuição limitada e em um projeto apartado tais perfumistas estavam testando os limites do bom senso e reconhecimento do consumidor e da crítica? São perguntas que me vem a cabeça ao ter avaliado a criação de Marx Buxton e que são reforçadas após ter a experiência de utilizar a criação de Bertrand Duchaufour na pele.

Um projeto que inclua Bertrand como um Renegado já me soava como suspeito desde começo, já que se há um perfumista que abraçou o ritmo massivo de lançamentos da indústria comercial e de nicho é ele. Não é a toa que Bertrand seja um dos mais conhecidos, basta ver seu extenso histórico de fragrâncias desenvolvidas. Existem 168 perfumes que levam o nome de Bertrand Duchaufour na base de dados do fragrantica, sendo 21 deles lançados só em 2017. Dá para dizer que esse é um perfumista que rejeita os padrões da indústria?

Deixando isso de lado, Bertrand descreve sua criação como além da vanguarda, como algo de alguém que passou de seus limites. Não deixa de fazer sentido, porém não do jeito que esperaríamos. Em vez do perfume mais louco já feito por Bertrand eu vejo a criação mais medíocre e preguiçosa que ele já criou. É como se o perfumista tivesse gastado no máximo meia hora resgatando algum esqueleto do seu catálogo de fórmulas e chamando isso de um projeto inovador.

É realmente desapontador, como pode o perfume de um projeto independente soar tão seguro a ponto de parecer uma criação comercial? É como se tivessem mandado Bertrand encaixar algo criativo em um orçamento apertado e não em um perfume de 210 dólares. A abertura tem um aroma que fica entre o frutado e spicy fresco, com algo a sugerir um toque de gálbano talvez. Seria o momento mais criativo do perfume, mas o que vem depois parece uma base genérica sintética de madeira e algo que se não é iso e super passa bem próximo. O cheiro inclusive não é muito distante de um detergente líquido. Sinceramente, é um aroma onde o perfumista não deu a mínima para quem irá usar. É uma grande palhaçada, se você curte as obras dele sugiro não conhecer para não mudar seus conceitos a respeito do perfumista. Péssimo.

English version

Honestly I wonder, what leads a trio of respected perfumers and fragrance creators who have devoted themselves over time to creating a project that is at its best half-cooked and at its worst cynical? Could it be that by creating perfumes with limited distribution and in a separate project such perfumers were testing the limits of common sense and consumer recognition and criticism? These are questions that come to mind when I have evaluated the creation of Marx Buxton and that are reinforced after having the experience of using the creation of Bertrand Duchaufour on the skin.

A project that included Bertrand as a Renegade already sounded suspicious to me from the start, since if there is a perfumer who embraced the massive pace of commercial and niche industry releases it is him. It is no wonder that Bertrand is one of the best known by the public, just see its extensive history of developed fragrances. There are 168 perfumes that take the name of Bertrand Duchaufour in the database of the fragrantica, 21 of them only launched in 2017. Can you say that this is a perfumer who rejects industry standards?

Leaving this aside, Bertrand describes his creation as beyond the vanguard, as something of someone who has gone beyond its limits. It does make sense, but not the way we would expect. Instead of the craziest perfume ever made by Bertrand I see the more mediocre and lazy creation he has ever created. It's as if the perfumer had spent at most half an hour rescuing some skeleton from his catalog of formulas and calling it an innovative design.

It's really disappointing, how can the scent of an independent project sound so secure as to seem like a commercial creation? It's as if Bertrand had gotten something creative on a tight budget and not a $ 210 perfume. The opening has an aroma that sits between the fruity and fresh spicy, with something to suggest a touch of galbanum perhaps. It would be the most creative moment of the perfume, but what comes next seems like a generic synthetic base of wood and something that if it id not iso and super seems close. to it. The smell is not too far from a liquid detergent. Honestly, it's a scent where the perfumer did not give a shit about who will use it. It's a sad joke, if you enjoy his works I suggest not trying this one so as not to change your concepts about the perfumer. Terrible.