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24 de set de 2018

Victor & Rolf Magic Liquid Diamonds e Dancing Roses - Avaliação/Resenha/Review



Português (click here for english):

Eu percebo que a Magic Collection da Viktor & Rolf possui problemas mesmo no nível conceitual de construção da coleção. O tema da magia não é integrado de forma uniforme e clara em todos os integrantes iniciais e isso ajuda a deixar evidente inclusive os problemas de integração entre os perfumes entre si. Falta uma identidade que permeie e transforme de fato todos os integrantes em uma coleção de fato.

Liquid Diamonds tem uma relação muito pobre com o conceito da coleção, o da magia dos diamantes como pedra preciosa. Mas que magia? E é curioso que eles escolham justamente um buquê de flores relativamente frescas e comuns para representar essa pedra preciosa. A fórmula ainda sim é muito bem feita, com uma representação de peônia que foge do aroma funcional e captura um aspecto delicado e fresco da flor. A construção em cima de uma base de musks, porém, torna o perfume em sua combinação algo bem comum, soando como uma versão de luxo de uma ideia comercial.

Dancing Roses é outro que sinceramente tem um conceito muito mal construído. O que tem a ver transformar a rosa em um licor com fazê-la gravitar e o que isso tem a ver com o nome? Curiosamente esse é um dos perfumes mais fortes da coleção, uma construção que trás um aroma de bebidas e frutas similar a um ambre narguilé porém com um toque apimentado e um lado frutal comercial. A rosa é de fato ressaltado em suas nuances de bebidas e é integrada com uma base amadeirada abstrata, mineral e de excelente performance. É um perfume complexo, que sempre transita entre nicho e comercial, masculino e feminino, e é um dos poucos que parece de fato entregar, assim como Dirty Trick, um truque do ponto de vista olfativo.

English version

I realize that Viktor & Rolf's Magic Collection has problems even at the conceptual level of building the collection. The theme of magic is not uniformly and clearly integrated in all the initial members and this helps to make evident even the problems of integration between the perfumes with each other. There is a lack of an identity that permeates and effectively transforms all members into a collection of fact.

Liquid Diamonds has a very poor relationship with the concept of the collection, the magic of diamonds as a precious stone. What magic? And it is curious that they choose just a bouquet of flowers relatively fresh and common to represent this gem. The formula is still very well made, with a representation of peony that escapes the functional aroma and captures a delicate and fresh aspect of the flower. The construction on top of a base of musks, however, makes the perfume in its combination somewhat common, sounding like a luxury version of a commercial idea.

Dancing Roses is another one that honestly has a very poorly constructed concept. What does it have to do to turn the rose into a liqueur with to make it gravitate and what does it have to do with the name? Curiously, this is one of the strongest perfumes in the collection, a construction that brings a scent of drinks and fruit similar to an ambre narguile but with a spicy touch and a commercial fruity side. The rose is in fact emphasized in its nuances of drinks and is integrated with an abstract, mineral and excellent performance woody base. It is a complex perfume, which always transits between niche and commercial, male and female, and is one of the few that seems to actually deliver, as well as Dirty Trick, a trick from the olfactory point of view.