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24 de set de 2018

Vitkor & Rolf Magic Dirty Trick - Avaliação/Resenha/Review



Português (click here for english):

De todos os 6 integrantes da Magic Collection apenas 1 deles realmente leva em si o espírito mais ousado de uma coleção criativa, preenchendo a lacuna esperada do perfume arriscado. Dirty Trick é um oriental que gira ao redor de 3 elementos: um acorde de tinta, iris e couro, mas seu aroma soa mais complexo na pele do que isso. O truque sujo ao qual o perfume parece ser referir é o de criar uma iris nobre com um acorde de tinta.

Na pele, o perfume entrega justamente isso e mais, aplicando outros 2 truques sujos que quase passam batido da forma que são encaixados. Mas comentando o truque principal, a princípio tem-se a impressão de que o tema principal do perfume na pele é um aroma animálico, algo como um castoreum com nuances de civeta. Mas antes que isso se torne repulsivo percebe-se que a grande estrela é a iris, que ressalta justamente o aspecto mais terroso e vegetal do absoluto.

Há algo ousado aqui e pouco explorado ainda, que é uma justaposição de aromas animálicos e doces. Ao mesmo tempo que temos o acorde animálico de tinta e o aroma da iris há algo gourmand e cremoso atuando junto. Além disso, na saída há um contraste entre um aroma negro e um muito brilhante, um aspecto frutado e aquático que aparece rapidamente e passa batido se você não prestar atenção. Esse é o primeiro truque sujo escondido do perfume.

O segundo truque se revela na evolução, quando você percebe de fato que é o responsável pela doçura cremosa do perfume. Conforme a iris vai suavizando na pele um aroma de couro se revela e aí percebe-se que a perfumista conseguiu encaixar a mesma ideia de couro doce frutado do Tuscan Leather sem que o perfume pareça similar a ele. Ele se fundo a um aroma abstrato de madeiras e resinas na pele que sustenta o perfume nos momentos finais de sua evolução. Certamente não é um perfume que agrade a todos, porém é justamente para isso que uma coleção exclusiva serve para se atender desejos que não são viáveis comercialmente de forma massificada.

English version

Of all the 6 members of the Magic Collection only 1 of them really carries within themselves the bolder spirit of a creative collection, filling the expected gap of the risky perfume. Dirty Trick is an oriental that gravitates around 3 elements: an accord of ink, iris and leather, but its aroma sounds more complex in the skin than that. The dirty trick to which the perfume seems to be referring is to create a noble iris with an ink chord.

On the skin, the perfume delivers just that and more, applying other 2 dirty tricks that almost pass beaten the way they are docked. But commenting on the main trick, at first one has the impression that the main theme of the perfume on the skin is an animalic aroma, something like a castoreum with civet nuances. But before this becomes repulsive it is perceived that the great star is the iris, which stands out precisely the most earthy and vegetable aspect of the absolute.

There is something daring here and little explored yet, which is a juxtaposition of sweet and animalic aromas. At the same time that we have the animalic accord of ink and the aroma of the iris there is something gourmand and creamy acting together. In addition, at the opening there is a contrast between a dark aroma and a very bright, fruity and watery nuance that appears quickly and passes beaten if you do not pay attention. This is the first dirty trick hidden from the perfume.

The second trick is revealed in evolution, when you actually realize what is responsible for the creamy sweetness of the perfume. As the iris softens on the skin a scent of leather reveals itself and there it is perceived that the perfumer has managed to fit the same idea of fruity leather of Tuscan Leather without the perfume seeming similar to it. This is combined with a base of an abstract aroma of woods and resins on the skin that sustains the perfume in the final moments of its evolution. Certainly not a perfume that pleases everyone, but it is precisely for this reason that a unique collection serves, to meet desires that are not commercially viable in a mass form.