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2 de dez de 2018

Begim Kohinur Diamond For Men - Avaliação/Resenha/Review


Português (scroll down for english version):

A primeira vez que recebi uma amostra dessa fragrância a primeira coisa que me ocorreu ao olhar o encarte da amostra e perceber uma qualidade duvidosa é que se tratava de algum produto linha b de alguma marca árabe desconhecida. Para minha surpresa, pesquisando mais descobri que a Begim era vendida em uma loja prestigiada como a Jovoy. Meu segundo pensamento foi que seus perfumes seriam fruto de algum estreante da perfumaria, querendo tomar parte do lucrativo mercado de nicho mas sem nenhum conhecimento ou refinamento estético.
Para minha maior surpresa, ao ir atrás da página da marca no fragrantica descobri que tal projeto está relacionado a uma empresa do Uzbequistão que desde dos anos 90 é distribuidora de marcas de luxo da perfumaria, que o projeto foi desenvolvido em parceria com a prestigiada casa de fragrâncias Firmenich e que há um conceito aqui, a exploração da cultura e história de civilizações antigas. Essa marca é um grande exemplo de que mesmo quando há experiência e expertise envolvida o resultado pode dar muito errado quando se está apaixonado demais por um projeto para perceber as falhas.
Se fosse um perfume comercial KohiNur Diamond seria até que interessante, mas para um perfume masculino de 150 euros é uma esquizofrenia do frasco ao conceito ao aroma em si. Você tem um frasco que tenta soar sofisticado e rebuscado mas parece barato e cafona. O nome é uma referência ao maior e mais antigo diamante existente no mundo e o conceito claramente é uma referência ao luxo e grandeza que a marca aspira. Só que você percebe um desejo de querer abraçar o mundo e que dificilmente daria certo: o objetivo é ser modesto e cintilante, simples e promissor, misterioso com uma mensagem do passado para o homem contemporâneo, que teoricamente conquista o mundo todo dia.
É essa contradição, indecisão e esquizofrenia que define o aroma de Kohinur. É algo que deseja ser sofisticado mas que parece barato e que atira para todas as direções. Cítrico? Claro! Aquáticos? Também! Que tal flores? Coloca. Notas amadeiras exóticas com um quê mais árabe? Põe também! Que tal um toque de sofisticação feminino? Pode colocar. O mix é como se alguém tivesse vomitado olfativamente falando um perfume cítrico, aquático, algo amendoado e uma base amadeirada ao estilo do le baiser du dragon da cartier. É algo tão ruim, tão estranho e tão mal desenvolvido que é preciso muito talento e amor e falta de bom senso para chegar nisso. Não vale a pena.

English:

The first time I received a sample of this fragrance, the first thing that occurred to me when looking at the sample insert and perceiving a dubious quality is that it was some product line b of some unknown Arabic brand. To my surprise, by researching more I discovered that Begim was sold in a prestigious shop like Jovoy. My second thought was that this perfumes would be the fruit of some newcomer of the perfumery, wanting to take part of the profitable niche market but without any aesthetic knowledge or refinement.

To my surprise, going after the brand page in the fragrantica I discovered that this project is related to an Uzbekistan company that since the 90s is distributing luxury brands of perfumery, that the project was developed in partnership with the prestigious house of Firmenich fragrances and that there is a concept here, exploring the culture and history of ancient civilizations. This is a great example that even when there is experience and expertise involved the result can go awry when you are too passionate about a project to realize the flaws.

If KohiNur Diamond were a commercial/mainstream perfume it would be quite interesting, but for a men's perfume of 150 euros it is a schizophrenia from the bottle to the concept to the aroma itself. You have a bottle that tries to sound sophisticated and fancy but looks cheap and kitschy. The name is a reference to the largest and oldest diamond in the world and the concept clearly is a reference to the luxury and grandeur that the brand aspires.Then you realize a desire to embrace the world that would hardly work: the goal is to be modest and sparkling, simple and promising, mysterious with a message from the past to the contemporary man, who theoretically conquers the world every day.


It is this contradiction, indecision and schizophrenia that defines Kohinur's scent. It's something that wants to be sophisticated but that looks cheap and it shoots in all directions. Citric? Of course! Aquatic? Also! How about flowers? Put it on. Exotic basenotes with a more Arab flavor? Put it on too! How about a touch of feminine sophistication? Go ahead. The mix is as if someone has vomited olfactually speaking a scent blending citrus, aquatic, something almond and a woody base in the style of cartier le baiser du dragon. It is something so bad, so strange and so poorly developed that it takes a lot of talent and love and a lack of common sense to achieve it. Not worth at all.