3 de fev. de 2019

Natura Tarot - Avaliação/Resenha/Review


Qual não foi minha surpresa ao aplicar esse clássico descontinuado da Natura na pele e descobrir que ele foge totalmente do convencional estilo feminino da marca? Eu não sei qual ou quais eram as preferências da consumidora brasileira quando esse perfume foi originalmente lançado, mas à luz do mercado atual esse é claramente um perfume masculino e um masculino estilo clássico ainda por cima. Nunca prestei muita atenção nele pois sempre achei o frasco muito feio e genérico e não me lembro, quando tinha ele no catálogo, de ter onde sentir na revista. Eu acho que ele merecia uma apresentação melhor, pois é um ótimo fougere ou aromático cítrico para mim. Tarot abre com aroma de frutas cítricas não adocicadas, creio que principalmente limão, e é rapidamente envolto em um bouquet de ervas que me parecem ser provençais (tomilho, sálvia e rosmarinho). Suspeito que haja lavanda aqui também, mas não tenho certeza, e a base me parece ser de algum tipo de patchouli misturado a musk e sândalo talvez. Tarot é aquele tipo de perfume que eu considero primitivo, não em um sentido ruim, de atrasado, mas por parecer uma combinação natural de essências de aroma agradável e meio medicinal que alguém um dia gostou e resolveu macerar, misturar e usar de perfume. Eu se fosse a Natura relançava esse perfume como um dos flankers da linha Horus, se encaixa perfeitamente na estética de aroma deles.