31 de mai. de 2019

Yves Saint Laurent Y Men EDT - Avaliação/Resenha/Review


Conceito: 3 Olfativo: 4 Técnico: 3 Apresentação: 4.5
Nota Final: 3.6 Nota Faixa: 3.6
Faixa de Preço: 3 - 300 até 600 reais
1-Ruim 2-Regular 3-Bom 4-Ótimo 5-Excelente

Desde que a Chanel lançou o perfume Bleu em 2010 a família olfativa fougere/aromática entrou em uma nova geração, uma que mira um consumidor jovem, um aroma fresco e fácil de ser entendido e que troca o aspecto do novo frescor dos perfumes fougeres da década de 90 e 2000 por algo mais cítrico e que pareça mais natural. Um dos primeiros rivais ao Bleu e que certamente o superou em popularidade e vendas é o perfume Sauvage da Dior, lançado em 2015 e que conquistou a muitos pelo seu aroma de ambroxan e seu frescor de lavanda e cítricos. Tentando capturar uma fatia do público que consome esses perfumes a YSL lançou em 2017 seu novo pilar na perfumaria masculina, Y Men EDT.

Repetindo o que foi feito na era Tom Ford com Rive Gauche Pour Homme, Y Men EDT pega um dos perfumes femininos icônicos da marca, o clássico chypre Y de 1964, e o posiciona na versão masculina como um perfume para o público masculino jovem, da geração Y, nascido entre 1980 e 1990, e tenta redefinir o conceito de masculinidade a partir desse público, como se fosse algo ousado e questionador (com a sonoridade da letra Y remetendo a WHY, ou por quê em portuguÊs). O perfume também é feito para ser como uma camiseta branca e uma jaqueta de couro, balanceando assim frescor e força.

Como muitos conceitos comerciais, Y Men é bem superficial, principalmente em criar algo ousado e questionador, algo que foge do seu propósito de ser um sucesso de vendas ao estilo do Bleu e do Sauvage. A Parte que ele se adequa é a de oferecer um perfume como uma camiseta branca, básico e bem ajustado, puxando mais para o frescor do que para a força da jaqueta de couro. E Y Men é bem sucedido em criar uma variação de personalidade própria do estilo fougere que está na moda no momento.

A saída do perfume é interessante do ponto de vista que não é nem um pouco simples apesar de conhecida. O perfume se esforça o suficiente para fazer um blend de aspectos frescos, trazendo uma leve pontada aquática, um toque de violeta, aspectos herbais mentolados. Em vez de termos a bergamota sustentando a parte cítrica, o perfume cria um aroma de limão que sugere um aspecto de flor de limão e casa muito bem com o lado fresco e picante do gengibre.

Infelizmente a evolução em si ainda que coerente deixa um pouco a desejar, levando de maneira muito literal o conceito da camiseta branca e saturando a base em musks, com uma pitada de cedro e madeiras secas. Nessa fase a marca poderia ter de fato feito algo mais ousado, questionando o aspecto seguro desse estilo de fougere e amplificando o aroma do incenso e do bálsamo de abeto. Isso acaba prejudicando a performance do perfume parcialmente, que acaba sendo mais intensa na saída e mais rente a pele com o decorrer da evolução. De forma geral, acaba sendo uma fragrância média e que certamente atinge seu objetivo, introduzir a marca para um novo público mais jovem. Talvez não o da década de 80 e 90 como conceitualmente foi imaginado e talvez o sucesso não chegue ao mesmo patamar de seus concorrentes, mas certamente Y tem o estilo e a variação suficiente para agradar quem quer algo seguro e fresco e quer opções ao Sauvage e Bleu.