18 de nov. de 2019

Cacharel Yes I Am Pink First - Avaliação/Resenha/Review



Com Yes I Am, lançado em 2018, a Cacharel mirava claramente no mesmo tipo de consumidora que teria em seu guarda-roupa os florais orientais adocicados e marcantes do Good Girl, L'Interdit e Olympea. Seu principal diferencial seria um acorde frutado meio gelado de cereja mas sua evolução parecia uma versão mais moderada e morna dos anteriores, um perfume certamente agradável mas sem muito a ser lembrado sobre seu cheiro.

Yes I Am Pink First parecia promissor, mantendo a imagem provocativa e "vanguardista" do lançamento original e que procurava exaltar a beleza e independência da mulher. O que talvez não fique claro é como um objetivo ousado desses se relaciona com um perfume bem comercial, pop como descreve a marca, uma composição que se move da direção floral oriental para uma direção floral frutada com nuances amadeiradas. Se o seu predecessor já era comercial, moderado Yes I am Pink First não destoa disso e não oferece nenhum perfume que possa se tornar um grande destaque.

Independente disso, é uma composição em geral agradável, equilibrada e que não é enjoativa em seu aroma gourmand. Pink First infelizmente perde o seu acorde frutado gelado e ganha um aroma frutado adocicado de framboesa, sendo esse apoiado em um aroma lactônico e nuances de flores brancas. Nessa fase seu aroma tem uma boa projeção e ainda que bem comercial deixa seu rastro no ambiente. Depois disso, o perfume vai se tornando mais discreto, mantendo uma certa cremosidade e toque frutado que vai em direção a uma base amadeirada de sândalo, que acrescenta um aspecto mais sóbrio e adulto à composição. É talvez uma das melhores fases do perfume mas uma que se mostra bem discreta na pele. Infelizmente a imagem provocativa e vanguardista que é proposta no conceito e no frasco fica apenas na aparência do que na essência.