22 de nov. de 2019

Dior Joy Intense - Avaliação/Resenha/Review




De todos os pilares já lançados pela Dior na perfumaria feminina Joy é certamente o pior de todos. É um projeto que surpreende negativamente por quão ralo e mal pensado ele soa. Tirando o fato de que já começa a apropriação do nome de um dos perfumes mais clássicos e icônicos da perfumaria (Jean Patou Joy), Joy oferecia uma composição fraca, desinteressante, mais próxima do aroma de um creme cosmético do que um perfume de fato. Não havia nada de júbilo, riqueza ou precisão abstrata e nem mesmo a propaganda parecia oferecer algo inspirador - a atriz Jennifer Lawrence exibia uma expressão desinteressada, quase como se estivesse dopada de medicação psiquiátrica. Foi um lançamento arrogante de mais uma marca que acreditava que poderia vender qualquer porcaria utilizando seu prestígio.

Se pelo menos a marca foi estúpida de cometer esse erro ela corrigiu ele um ano depois ao lançar a versão Joy Intense. A ideia desse flanker é trazer uma dose extra de júbilo e exaltação, totalmente necessária a um perfume morto em cheiro e em campanha. Agora vemos a atriz de fato com uma expressão de alegria e júbilo e a ideia se reflete no perfume em si, um que parece explorar o limite de um floral chypre e um floral oriental e que realmente parece ter a qualidade das flores nobres que são descritas.

Joy Intense não é um perfume original, mas é um perfume vivo, envolvente e até mesmo sedutor, um que encaixa vários aspectos em seu aroma. A ideia da riqueza de detalhes com ausência de definição que o perfumista descreve para o original finalmente se reflete aqui. O perfume equilibra muito bem o lado mais frutado do jasmim e seu lado mais floral branco e envolvente, o que muitos associam com flores brancas noturnas. A rosa provê um lado elegante, levemente verde, e o perfume encaixa uma base elegante que um toque gourmand discreto, aspectos amadeirados, musks luminosos de alta performance e um leve toque de patchouli que sugere um lado chypre moderno a composição. Uma correção precisa e bem executada e com um apelo comercial, o perfume que a Dior deveria ter lançado desde o começo e sabe-se lá Deus por quê não o fizeram e escolheram um desastre no lugar.