23 de abr. de 2020

Lubin Jardin Rouge - Avaliação Perfume



Em 2018 a Lubin continuou a expandir a linha evocations com mais duas fragrâncias, Jardin Rouge e Mandarino. Julgando por Jardin Rouge a marca continua de maneira coerente a narrativa de minimalismo, foco na excelência dos materiais e a temática de exploração olfativa de paisagens e locais verdes e abertos. É uma linha da marca que se não é focada no mercado Asiático tem muitas características que poderiam agradar facilmente a esse público.

A inspiração dessa vez em Jardin Rouge é nos jardins de Boston. Pela descrição da marca tais jardins são conhecidos por suas framboesas e azevinhos e por serem dominados na primavera pelo aroma das magnólias, que transformam o aspecto vermelho de tais jardins em um colorido branco. A ideia a ser capturada aqui é justamente a de um ambiente verde e fresco que a princípio é dominado por aromas vermelhos e depois faz a transição para um floral branco primaveril.

Apesar do aspecto vermelho e frutado da saída Jardin Rouge não me parece ser um perfume muito forte no lado frutal. O aroma das framboesas tende mais para um lado verde, como se estivessem amadurecendo, e a presença da pimenta rosa em vez de adocicar dá um aspecto frutado seco è saída. O perfume faz a transição para um floral leve, fresco e com um aspecto cítrico e depois finaliza com uma base delicada onde os musks predominam e há apenas um leve toque de madeiras e musgo que é bem difícil de ser percebido.

A mesma crítica que foi feita em Attique poderia ser aplicada aqui: ainda que a coleção foque na excelência de materiais naturais o perfume em si depende mesmo é da excelência dos sintéticos que usa. O caráter minimalista da coleção acaba impactando na performance, com perfumes que infelizmente depois de 3 horas na pele viram um sussurro. Mas para quem procura perfumes não invasivos a delicadeza e charme do que é entregue aqui pode ser interessante a esse público.