31 de ago. de 2020

Condé Parfum Ambre Beige - Avaliação Perfume



Adquira o decant com 5% de desconto (PDDEGUIDO5): https://rb.gy/4il8hh
Adquira o perfume: https://rb.gy/pkkwr9

De certa maneira Ambre Beige é uma evolução para a Condé ou pelo menos é uma mudança no estilo de composição do que foi criado até o momento. Isso não fica tão claro quando se olha a descrição em si, mas provando na pele Ambre Beige é como se fizesse uma ponte entre as criações mais conceituais e difíceis de usar da marca e o perfume mais comercial e fácil da Condé, Cologne Bleue. Em Ambre Beige Fábio Condé encontrou uma maneira de ser fiel ao seu estilo de composição ao mesmo tempo que dá ao seu público o que é desejado.

Ambre Beige explora uma das temáticas mais clássicas e atemporais da perfumaria, as fragrâncias ambaradas, trazendo o calor, exotismo e mistério que a combinação de ládano, benjoim e baunilha é capaz de produzir. Isso é trazido para a tendência dos perfumes de bebidas alcóolicas, explorando a nuance bege da fragrância por meio da associação com a nota de rum. Para completar o ambiente exótico, aconchegante e outonal da composição além do acorde ambar e do rum temos notas adocicadas (caramelo, laranja doce, cacau), especiarias (canela, cardamomo), cedro iris.

Ambre Beige abre a princípio como se fosse mais um dos perfumes exóticos do condé, trazendo uma nota seca de rum e algo que a princípio remete a esmalte e tinta. Isso rapidamente se dissipa, trazendo a doçura da laranja doce envolta no contraste entre o quente e doce da canela e o fresco e cremoso do cardamomo. É uma primeira impressão que ajuda a dizer claramente que esse é um perfume de personalidade e autêntico como se esperaria de algo de nicho e indie.

Aos poucos porém Ambre Beige vai harmonizando na pele e é capaz de entregar um acorde de ambar que não pesa demais em nenhuma das componentes. É uma impressão intrigante, pois o que poderia ser como uma espécie de um borrão Bege envolve a pele como se fosse uma blusa de frio de excelente material, quente sem ser sufocante. O ambar é equilibrado em sua componente doce, em seu aspecto sintético potente e em suas nuances ambaradas. A iris acaba servindo mais para arredondar a composição como um todo junto com o cacau e o cedro, como protagonistas distantes de algo mais harmônico e abstrato.

Acaba indo em uma direção mais "comercial" por não ser pesado demais na pele nem muito difícil ao nariz ao mesmo passo que oferece uma qualidade e atenção ao detalhe que não é mais comum na perfumaria comercial. É certamente uma situação de ganha-ganha e um novo capítulo que a Condé pode continuar a explorar com muito sucesso nos próximos lançamentos.