1 de set. de 2020

Chanel Gabrielle Essence - Avaliação Perfume


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De maneira geral há 3 caminhos possíveis quando se lança um flanker ou nova concentração: capitalizar no sucesso do anterior e estender suas vendas (Coco Mademoiselle Intense), revitalizar uma determinada linha e introduzí-la a um público novo (Coco Mademoiselle, flanker do Coco) ou corrigir as expectativas frustradas do consumidor com o lançamento original e assim alavancar as vendas daquele pilar em específico. Gabrielle essence poderia ter sido o primeiro caso, mas o pilar original lançado em 2017 não agradou o suficiente e levou a Chanel ao terceiro caso.

Gabrielle Essence não é posicionado dessa maneira diretamente, mas basta ler isso nas entrelinhas. Olivier Polge diz que ao criar a composição ele quis voltar ao essencial, ao coração da fragrância, para trazer uma impressão mais voluptuosa e um rastro maior com o coração floral da composição. Traduzindo: ele melhorou a performance e o aspecto que foi considerado pelas consumidoras como comum.

Eu diria que a descrição do perfumista é a mais assertiva, pois quem espera que Gabrielle Essence seja algo realmente carnal e opulento pela combinação de jasmim, ylang, tuberosa e flor de laranjeira irá cair do cavalo. O perfume basicamente mantém a aura luminosa e aveludada do original e trás mais intensidade e mais potência a parte floral. Ainda sim, não temos aqui um floral branco carnal ou exótico ou que vá modificar radicalmente o original.

A saída da versão Essence me incomoda, trazendo algo como um mix de frésia e peônia que me faz pensar em uma versão mais luxuosa de um desodorante feminino. Ainda que seja algo mais popular e acessível para mim torna mais pobre a aura de Gabrielle.O corpo floral da composição retoma um lado mais refinado e reforça a assinatura da Chanel mantendo-a contemporânea. Um toque de iris e o ylang remetem a uma ideia mais clássica, porém o que domina é um aroma floral branco fresco e delicado.

Faz sentido que a marca menciona combinar as 4 flores para capturar uma essência floral feminina, que é basicamente o que o perfume trás. A base é recalibrada e ainda que musk e sândalo predominem há algo um pouco mais ambarado talvez que trás um leve toque chypre moderno à composição. Certamente Gabrielle Essence entrega o que era esperado do tradicional para muitas consumidoras. Eu particularmente ainda prefiro a leveza e abstração do original, que por mais que não tenha tanta performance não apela para um aroma medíocre na saída para agradar ao consumidor.