9 de set. de 2020

Phebo Patchouli - Avaliação Perfume


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Um dos principais problemas na linha de perfumes Phebo é que por mais que eles sejam interessantes e bem-feitos muitas vezes sua performance deixa a desejar, principalmente quando passa a primeira ou as duas primeiras horas na pele. Um dos poucos que surpreende positivamente nesse sentido é Patchouli, onde a Phebo procura uma modernização de uma ideia e nota bem clássica da perfumaria.

Não há muito segredos no tipo de Patchouli que essa fragrância deseja propor, estando bem claro e alinhado com a proposta. Com a temática de ser um perfume para o desejo de passear pela floresta, Phebo Patchouli recontextualiza as nuances amadeiradas, terrosas e úmidas desse material como se refletisse as texturas da floresta em si: as árvores, o seco das folhas caídas e o cheiro de terra úmida. Para isso é empregado um tipo mais clássico de patchouli, dos que costumavam aparecer em perfumes da década de 70 e 80 e em composições masculinas.

Não há muitos segredos ou novidades quando se trabalha com o Patchouli e a Phebo não se preocupa e reinventar a roda, focando mais em entregar harmonia e texturas. O perfume parece passar por todas as nuances esperadas, trazendo o aspecto mais úmido e canforado, a textura mais seca, o cheiro mais amadeirado que remete a madeiras escuras. A rosa e o jasmim servem para representar as flores dentro dessa floresta, trazendo um toque mais sensual e redondo a ideia. De fundo há uma leve presença gourmand como se fosse de chocolate meio amargo, remetendo de maneira bem distante à última fase do perfume Amen.

Um ponto positivo de Phebo Patchouli é que ele consegue trazer as nuances mais clássicas sem tornar a composição pesada ou densa demais. É atingido um bom equilíbrio nesse sentido, o que o torna uma ideia clássica mais fácil de ser encarada no nosso clima quente. É um bom acréscimo à perfumaria nacional de uma temática atemporal e um perfume que tenta por meio do seu aroma nos reconectar com a natureza.

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