8 de set. de 2020

Phebo Santalum - Avaliação Perfume




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Em Santalum o principal ponto negativo é também um grande ponto positivo, dependendo do ângulo que faz a análise. Parte da Biblioteca Olfativa da Phebo o perfume que celbra as sagradas árvores de sândalo da Índia nada mais é que uma versão de menor orçamento do cobiçado perfume de nicho Santal 33 da Le Labo. Se por um lado essa ausência de originalidade e jeito de contratipo é uma fraqueza é também uma força quando se considera o preço e alcance do perfume que ele se inspira (280 dólares 100ml, restrito a poucos por causa do preço).

Tanto Santalum como sua inspiração faz um bom trabalho de homenagear uma árvore tão sagrada, o Sândalo, ainda que a inspiração no sândalo Indiano seja mais uma fantasia do que uma realidade. Mas é uma fantasia fácil de ser vendida dado que o consumidor atual não irá conhecer o óleo essencial de sândalo do Mysore, um aroma amadeirado, delicado, cremoso e bem menos áspero e bruto que o que é proposto aqui.

Na prática Santalum homenageia mais a variedade de sândalo cultivado na Austrália, com um perfil mais seco e que remete a tronco e lascas e madeira. A ideia não se afasta muito do que é visto no perfume da Le Labo, trabalhando a dualidade entre um aroma mais amadeirado e seco e algo mais suave e aconchegante. Uma das principais diferenças é o uso da semente de cenoura no lugar da iris, trazendo um aspecto mais terroso e seco no lugar do lado mais atalcado e macio do original.

Por ser um perfume que centra no Sândalo essa criação da Phebo se comporta praticamente de maneira linear na pele, mostrando as diferentes facetas do sândalo e utilizando as outras notas como coadjuvantes. O aroma amadeirado se mostra mais terroso e ligeiramente cremoso na saída dado a cenoura e o cardamomo. Numa segunda fase ele se transforma em um aroma que remete a lascas de madeira e utiliza cashmeran de maneira secundária para trazer um aspecto úmido e aveludado. Por último, vetiver e incenso dão um lado mineral e incensado que reforça a nuance amadeirada do Sândalo e ajudam a tornar a ideia mais complexa.

De todos os perfumes da Phebo Santalum é um dos que possuem a performance melhor. Ainda que não seja intenso depois que evolui seu aroma continua bem mais perceptível que outras criações da marca. É uma homenagem bem feita a uma madeira sagrada e uma que acaba compensando pois por mais que não seja nada original é coerente em sua proposta e democratiza uma ideia de um perfume de nicho sem perder a qualidade da mesma.

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