2 de out. de 2020

Givenchy Gentleman (2017) - Avaliação Perfume

 


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O perfume Gentleman de 1974 é considerado um dos mais importantes dentro da linha de perfumaria da Givenchy e por isso a marca tem mantido seu legado o reinterpretando para um público mais contemporâneo. Esse certamente é um movimento controverso, pois ao mesmo tempo que mantém o nome e o perfume original vivo acaba incomodando os usuários da fragrância clássica, visto que essas revitalizações pouco tem a ver com o que o primeiro perfume foi.

A ideia na versão de 2017 do perfume Gentleman é a de recontextualizar como seria sua fragrância caso desenvolvida nos tempos atuais, trazendo uma mistura de poder e doçura, uma visão moderna da elegância masculina,  uma que considera a elegância e respeito pelas características que tornam um homem cavalheiro.

A impressão que dá é que a versão atual do perfume mira no legado deixado pela fragrância Dior Homme e tenta levar a mesma ideia numa direção mais fresca e frutada, recontextualizando o aroma da iris. Certamente é uma ideia que poderia ser interessante e bem desenvolvida e até mesmo fazer uma ligação com a fragrância original mas que fica a desejar na maneira como é entregue.

Gentleman entrega uma saída que é fresca, suculenta e interessante pelas nuances de pêra e cardamomo, com um leve toque de abacaxi dando um lado mais adocicado e suculento a ideia. Essa saída frutal e fresca conduz a uma iris que parece mais dosada aqui para trazer menos de seu aspecto atalcado, acentuando um pouco mais o lado da raiz e ampliando o efeito da lavanda na composição. 

A Parte mais frustrante da fragrância é que a base não se sustenta, com a suculência cítrica, frutada e o toque aromático atalcado acabando em lugar nenhum. O patchouli poderia ter sido trabalhado para ir numa direção chypre moderna ou até mesmo o couro poderia ter sido intensificado para fazer o papel dele, entretanto o que é entregue é um aroma de couro camurça bem sutil e soterrado em musks. Nem baunilha e nem patchouli acabam sendo significantes dentro da composição. De alguma forma mesmo com os defeitos essa nova versão foi capaz de agradar o suficiente para gerar flankers mais bem sucedidos mas não é uma revitalização da linha que de fato faça justiça ao legado da icônica fragrância da marca.


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