27 de out. de 2020

L'Orchestre Parfum Rose Trombone - Avaliação Perfume



Em Rose Trombone a L'Orchestre trás um instrumento e uma nota olfativa que são ambos clássicos e conhecidos do público. O instrumento em questão é o Trombone, um instrumento de sopro muito utilizado na música clássica e no Jazz e que aqui ganha vida justamente em um solo bem sensual e elegante de uma performance de Jazz. A Rosa é feita para acompanhar isso, sendo descrita como insolente, sensual, limpa e aldeídica.


Em Rose Trombone eu vejo uma mesma característica que permeia outros perfumes da coleção L'Orchestre, que é o receio de seguir até o fim com o conceito artístico e sinestésico. Os perfumes da coleção parece que tem medo de desafiar o consumidor e perder vendas com isso e tentam, então, fazer algo que seja excêntrico porém nem tanto.


Dessa maneira temos aqui uma rosa que não é nem tão insolente, nem tão sensual, sendo mais limpa e aldeídica na realidade. É como se a perfumista tivesse se inspirado na estrutura olfativa das rosas do perfume Nahema da Guerlain e tivesse diluído a ideia, mantendo apenas o brilho intenso e de vela dos aldeídos.


No lugar de uma rosa passional, clássica e digna do solo de jazz temos uma mais contida, que ganha mais aspectos frutados na saída e um aspecto apimentado em sua evolução. A base acaba sendo decepcionante, carregada em musks e apenas um pouco de baunilha e sândalo. A performance não é nem espetacular nem pobre, mas para um perfume de ares exóticos parece que algo fica faltando nesse território também.  Não é uma fragrância artística que satisfaz quando se olha proposta, aroma e aspecto técnico.