1 de out. de 2020

Paco Rabanne Invictus - Avaliação Perfume

 



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Por mais que eu não goste do Invictus criticá-lo negativamente depois de 7 anos de sua existência é ignorar seu grande apelo, algo que se percebe principalmente pela sua grande capacidade de gerar descendentes, sejam dentro da própria marca, em contratipos ou em inspirações diretas/indiretas à sua fragrância. Mas o que teria de tão especial aqui em uma fragrância que me parece relativamente comum?

A resposta a essa pergunta me ocorreu enquanto usava e prestava atenção em seu aroma. Invictus é uma fragrância que encapsula de certa maneira o que se espera comercialmente do conceito de uma fragrância masculina: tem um aspecto familiar, projeta e é versátil em suas nuances, permitindo evoluir o perfume tanto em direções mais sensuais como mais frescas, e permitindo que o usuário dose sua fragrância para acentuar isso. É uma maneira de capturar a versatilidade de papeis e características que são exigidos do homem moderno atual.

Os perfumistas que trabalharam em sua composição (em especial Polge e Ropion) foram peças centrais no desenvolvimento do estilo fougere fresco e do estilo aquático das últimas décadas e aqui eles levam esse conceito para um território onde se abre espaço para nuances adocicadas e levemente florais ao mesmo tempo que é trabalhado aspectos amadeirados e o que se pode ser chamado de um lado animálico moderno (ambergris representado por ambroxan, ressaltando toque de pele e um pouco salgado mas sem trazer algo sujo).

Para um perfume que pretende personificar alguém Invencível Invictus não perde tempo em se fazer notado logo na saída, trazendo uma mistura curiosa de frescor e doçura. É como se ao trazer o aspecto mais aquático e salino os perfumistas misturassem a doçura da parte frutada e floral com um toque de etil maltol, o que de certa maneira cancela o lado mais áspero do aquático e torna bem radiante e presente a saída. 

Isso é evoluído de maneira que o frescor seja mantido, a doçura vá se dissipando e o perfume abra espaço para uma fase mais aromática, que conduz enfim para uma base amadeirada e mineral, onde o aspecto segunda pele, limpo e luminoso do ambergris é complementado por um toque de guaiac wood e um lado amadeirado e de musgo mais discreto. Não me parece ser fácil encaixar cítrico, aquático, frutado, adocicado, floral, amadeirado e musgo em uma mesma composição. Mas assim é o mundo pós-moderno, exigindo de nós sermos múltiplos e equilibrados em todos os seus papeis, e isso é o que a fragrância entrega, mostrando mais uma vez como a Paco Rabanne é mestra em capturar em seus perfumes o que está acontecendo na sociedade no momento.


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