18 de nov. de 2020

Boticário Arbo Reserva - Avaliação Perfume

 


Usando o lançamento recente da Boticário me vi de repente voltando a passado em minhas lembranças e me vi na escola novamente. Lembrei de algo que sempre odiei fazer: maquetes. Nunca fui habilidoso com elas e sempre tive a impressão que esse tipo de trabalho só dá certo no último minuto e você sempre fica torcendo para que nada caia no momento da exposição.


Pois bem, Arbo Reserva é como as minhas maquetes do ensino fundamental: a princípio você olha de longe e tudo parece bem acabado e em seu devido lugar. Preste mais atenção nos detalhes e teste a firmeza dele que você percebe que tudo facilmente e rapidamente cai dos seus devidos lugares.


Esse é um perfume que engana na fita olfativa e nos primeiros momentos na pele. Feito para levar um acorde olfativo de madeiras frescas e passar uma sensação de estar dentro da floresta, o perfume parece muito bem sucedido quando abre com uma combinação de aromas verdes que remetem a menta, figo e folhas verdes em contraste com um aroma amadeirado seco muito bem equilibrado.


O problema é que o perfume rapidamente desmonta: a menta vai, o figo desaparece, as folhas secam e as potentes madeiras parecem que são cortadas e tudo que sobra é uma base de musks e um toque amadeirado tão distante que se isso representa uma floresta é uma que foi totalmente desmatada. Isso tudo acontece em 1 hora e o que fica depois é um cheiro sem graça rente a pele. Basicamente a inspiração na terra e na força das florestas ficou só na inspiração mesmo. Bem decepcionante.