10 de nov. de 2020

Carolina Herrera Good Girl Suprême - Avaliação Perfume

 



O Good Girl de 2016 conseguia trazer algo que não é fácil de ser atingido, uma combinação de ousadia e de adequação às tendências. Com um frasco chamativo e que se tornou ítem de colecionador a fragrância conseguia unir bem o lado mais exótico, verde e complicado da tuberosa a nuances gourmands inocentes e a um interessante aspecto torrado e exótico de café e cacau. Infelizmente Good Girl Suprême não consegue superar isso ou ser mais interessante e diferente que o original.

Com o objetivo de ser uma versão mais intensamente sedutora e ousada, Good Girl Suprême pode até ser de fato sedutor mas não é nem um pouco ousada. Pelo contrário, o resultado é bem previsível, com a marca ampliando a presença mais gourmand e inocente da fragrância e reduzindo o lado mais ousado e os contrastes mais intrigantes.

Dessa forma temos um floral gourmand mais comum e que poderia até mesmo ser um inspirado do Good Girl de alguma marca nacional. Suprême abre com uma overdose de frutas vermelhas e açúcaradas que parecem saídas de um body splash barato. Um lado meio baunilha e meio açúcar queimado aparece logo em seguida e é agradável ao mesmo tempo que comum. O corpo floral foca mais no aroma de um jasmim frutado, apenas sugerindo a tuberosa. A tonka é uma maneira de estender a doçura em uma direção mais amendoada, conduzindo a uma base que tem um lado amadeirado discreto para cortar a doçura cremosa que acompanha do começo ao fim. O frasco brilhante e com detalhes em gliter é mais interessante que a fragrância em si, uma que fará mais sentido apenas para a colecionadora e fanática pela franquia Good Girl.