23 de dez. de 2020

Moschino Toy Boy - Avaliação Perfume


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Uma das fragrâncias mais comentadas entre os lançamentos recentes é o perfume Moschino Toy Boy. O interessante é perceber o como a Moschino conseguiu brincar tanto com o imaginário proposto quanto com a fragrância em si e ainda evitar grandes polêmicas ao fazer isso. É uma exploração bem sucedida de fato de códigos olfativos e conceituais em uma reavaliação e liberação dos mesmos.

Pelo ponto de vista do conceitual em si, Toy Boy brinca com o masculino em diferentes significados. O frasco estilizado no formado de urso faz um aceno a essa subcultura da comunidade gay ao ponto que o frasco preto e com tonalidade plástica e a as próprias propagandas brincam com conceitos de práticas BDSM. Já o nome em si remete a gíria imortalizada por Madonna na década de 1990 para representar um homem mais novo utilizado para satisfazer as necessidades de uma mulher mais madura que ele.

Todas essas conotações são escondidas em um inocente frasco de um amigável urso e que também brinca com a ideia tanto do que é comercial como do que é masculino. Há um certo ar artificial em Toy Boy, uma certo aspecto plástico em seu aroma que me parece ser proposital, uma maneira de fazer uma alusão ao couro brilhante estilizado de artigos de sadomasoquismo. Toy Boy também fica no limite entre um perfume de nicho e comercial com a sua saturação de resinas e especiarias em meio a um corpo floral.

Moschino Toy Boy começa com um picante aroma de pimentas que brinca justamente com a utilização das mesmas em termos de gênero. Ao mesmo tempo que temos bastante pimenta rosa, típica da perfumaria feminina, temos um aroma seco e denso de pimenta preta indo mais na direção da perfumaria masculina e do conceito do frasco. O perfumista aqui trás um aroma resinoso que combina com as especiarias e remonta tanto a perfumes como Amouage Honour Man como Marc Jacobs Bang.

Na evolução Toy Boy vai para uma rosa meio verde e apimentada, uma maneira tanto de fazer uma referência sutil ao BDSM como de também brincar com a evolução esperada de um perfume masculino. A direção da rosa parece remeter a outro perfume masculino que ousou em notas florals, Cartier Declaration d'un Soir, porém trazendo o aspecto mais verde da magnólia para complementar o lado aveludado e apimentado da rosa.

Na base Toy Boy tem seu lado mais plástico e artificial feito de uma maneira chic. Uma dose generosa de cashmeran junto com madeiras apimentadas e ambar cria essa ilusão de algo plástico, quente e apimentado e é uma maneira inteligente de fugir do clichê de um aroma de couro ao mesmo tempo que evoca a sensação dos materiais utilizados nas práticas sexuais que Toy Boy faz alusão de maneira discreta. A performance e projeção surpreendem junto com toda a coerência do projeto, um dos que consegue ser ousado, diferente e familiar tudo ao mesmo tempo.