16 de abr. de 2021

Mahogany Origens Américas - Avaliação do Perfume


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Com uma abordagem tipicamente de nicho  a dupla África-América não possui um sexo definido, porém não é difícil ver que o aroma mais amadeirado de África deve ser mais confortável ao público masculino. O exotismo de América é que me chama a atenção dentro da dupla e soa como um perfume com potencial feminino e totalmente inovador dentro da perfumaria nacional.

A ideia de Américas é transportar o aroma do Mogno para o meio da floresta Amazônica e transformar a nota encorpada e oleosa da madeira em um frescor floral verde e especiado para criar o toque exótico da floresta amazônica. Na fita Américas tem seu aroma floral um toque quase funcional, me remetendo ao aroma floral do excelente Mythic Oil da L'oreal. Na pele porém é que o perfume funciona de uma maneira belíssima.

Na pele é possível perceber um aroma amadeirado, negro e oleoso no centro da fragrância. Creio que o contraste com o que o cerca deixa o Mogno mais evidente do que em África. Ao redor dele é construído um exótico aroma, um caleidoscópio de notas florais brilhantes exóticas, aromas verdes, toques especiados e nuances amendoadas. O perfume me faz pensar nas flores brancas do Mythic Oil, no cheiro mais delicado de chá mate, no aroma do gerânio, no toque verde da violeta, em um quê de grama e amêndoas do cumaru. 

O aspecto floral é que me faz pensar em Américas como um possível perfume feminino, principalmente para mulheres que estão cansada de criações que terminam em musks ou notas adocicadas. Ao mesmo tempo, o caráter exótico-floral do perfume em meio ao aroma amadeirado daria um inusitado aroma masculino. E isso acontece mantendo a temática do Mogno em comum entre as duas fragrâncias. A Mahogany  merece aplausos por entregar algo tão bem feito e diferente e tão aderente ao conceito proposto.